NEPAL — As autoridades do Nepal informaram que 4.887 pessoas continuam desaparecidas após as inundações que atingiram cidades e vilarejos próximos à fronteira com o Tibete, na China. Entre os desaparecidos, há 583 estrangeiros, muitos deles peregrinos e praticantes de trekking. O desastre deixou pelo menos 1.344 mortos no país, segundo a autoridade de gestão de desastres.
No sábado, equipes também retiraram Chandika Kumari Shrestha de sua casa, em Betrawati. Ela foi encontrada dentro de uma estrutura subterrânea inundada, coberta de lama, enquanto os socorristas ofereciam água e trabalhavam em um espaço confinado.
Sobreviventes em túneis
O cidadão chinês Lu Haitao foi resgatado com vida de um túnel de 225 metros do projeto hidrelétrico Upper Trishuli-1. A operação ocorreu 10 dias depois de uma massa de gelo, rocha e lama varrer um vale do Himalaia.
Lu foi a terceira pessoa retirada viva de túneis onde as autoridades acreditam que 900 pessoas possam estar presas. Ele não apresentava ferimentos visíveis e tinha sinais vitais estáveis, mas mostrava sinais de hipotermia leve.
Na sexta-feira, equipes haviam resgatado duas pessoas de outro túnel, na usina hidrelétrica Upper Trishuli 3A, localizada no mesmo rio. O colapso de uma geleira na parte alta do rio ocorreu em 26 de agosto.
Impacto no Tibete
Até 4 de setembro, a China havia registrado 31 mortes no Tibete e 531 desaparecidos. No Nepal, as inundações destruíram casas, ruas e escolas em áreas próximas à fronteira com o território chinês.








