Mundo

Picanha fica mais cara e entra no discurso de Flávio Bolsonaro contra Lula

Corte acumulou alta de 7,41% entre janeiro e julho, acima da inflação geral, enquanto a oposição explora promessa de campanha de 2022.

Picanha fica mais cara e entra no discurso de Flávio Bolsonaro contra Lula

A picanha passou a ocupar espaço central no embate eleitoral brasileiro depois de registrar alta superior à inflação acumulada no ano. Dados oficiais do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mostram que o corte ficou 7,41% mais caro entre janeiro e julho, enquanto a inflação geral avançou 3,44% no mesmo período.

A diferença também aparece no acumulado de 12 meses até julho: a picanha subiu 7,40%, diante de uma inflação global de 4,44%. O preço do corte varia entre 80 e 110 reais por quilo.

O uso político do corte

A oposição transformou a carne em símbolo da promessa feita por Luiz Inácio Lula da Silva durante a campanha de 2022. Na ocasião, Lula afirmou que todos os brasileiros poderiam comer picanha, independentemente da condição social. Em outro discurso, declarou: “O povo vai voltar a comer picanha!”.

Flávio Bolsonaro, senador de 45 anos, passou a explorar o tema em eventos de campanha. Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, ele é apontado no texto como principal rival de Lula nas eleições de outubro. Em um comício recente, distribuiu churrasco aos participantes, incluindo jornalistas, e disse: “Como Lula não trouxe picanha, eu trouxe alguma aqui hoje”.

Indicadores de preços

A pesquisa nacional do Departamento de Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) registrou queda no preço da carne bovina de primeira em algumas cidades em julho de 2026, na comparação com junho do mesmo ano. Ainda assim, o custo anual aumentou nas 27 capitais estaduais.

Entre julho de 2025 e julho de 2026, a alta da carne de primeira variou de 1,42% em Brasília a 19,09% em Rio Branco. A picanha é um corte diferente da carne de primeira usada no levantamento do DIEESE.

Lula afirma que os alimentos subiram, em média, 4% ao ano desde 2022, abaixo dos mais de 11% registrados, em média, nos últimos três anos da presidência de Jair Bolsonaro. O presidente também diz ter mantido a inflação dentro da meta do Banco Central, de 3%, com margem de mais ou menos 1,5 pontos, e ter reduzido o desemprego a níveis históricos mínimos.

Ao mesmo tempo, o crescimento econômico desacelerou e o consumo privado diminuiu. A alta dos preços tornou-se uma questão relevante para os eleitores às vésperas de uma eleição descrita como acirrada.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5