Um míssil dos Estados Unidos atingiu nesta terça-feira, 8, um petroleiro iraniano próximo à ilha de Kharg, no Golfo Pérsico. Não houve feridos. O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (Centcom) afirmou que cinco petroleiros iranianos foram destruídos durante a operação.
A agência iraniana Tasnim informou que a embarcação foi atingida enquanto estava fundeada a cerca de seis quilômetros da costa de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do Irã. Explosões também foram relatadas na ilha e em Jask, cidade portuária próxima ao Estreito de Ormuz.
Justificativas e ameaças
De acordo com o Centcom, a ação americana respondeu a dois ataques da Guarda Revolucionária iraniana contra um navio dos Estados Unidos nos últimos dias. Os disparos foram feitos com mísseis balísticos, mas, conforme o comunicado americano, a embarcação conseguiu escapar e nenhum militar ficou ferido.
A Guarda Revolucionária ameaçou atacar petroleiros atracados em portos do Kuwait e do Bahrein. Em comunicado divulgado pela mídia estatal iraniana, a organização recomendou que as tripulações deixassem essas embarcações.
A força iraniana também anunciou a captura de um veículo submarino não tripulado dos Estados Unidos na entrada do Estreito de Ormuz, bloqueado por Teerã desde o começo do conflito com Washington. O comunicado afirmou que o equipamento tinha “tecnologia subaquática mais avançada do mundo” e havia sido incorporado à frota americana em 2025. A Guarda disse que divulgaria imagens da apreensão horas depois.
Ataques na Arábia Saudita
Também nesta terça-feira, rebeldes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, lançaram ataques contra quatro cidades no sul da Arábia Saudita. Mais de 70 pessoas ficaram feridas, incluindo mulheres e crianças, e instalações de petróleo foram incendiadas.
Drones e mísseis atingiram uma base aérea em Khamis Mushait e instalações da estatal petrolífera saudita em Abha, Najran e Jazan. A última cidade tem uma refinaria e uma usina de energia.
As autoridades sauditas classificaram a ofensiva entre as mais intensas registradas no país desde o início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.








