VIACHA — As autoridades bolivianas abriram uma investigação criminal depois de duas explosões atingirem o Regimento de Artilharia Mecanizada Bolívar, em Viacha. O caso deixou pelo menos dois mortos, sete desaparecidos e 81 feridos, entre eles dois em estado grave. Os mortos e desaparecidos eram militares que trabalhavam na instalação, informou o Ministério da Defesa.
O ministro da Defesa, Ernesto Justiniano, afirmou que a primeira explosão teria envolvido pólvora negra de equipamentos pirotécnicos armazenados no local. Uma segunda detonação ocorreu em seguida, com escala maior. “A causa e o material envolvidos nesta segunda explosão ainda estão sendo determinados”, disse.
O Ministério da Defesa esclareceu que nenhum armamento de guerra explodiu. Os promotores investigam possíveis crimes de homicídio culposo e lesões não intencionais, entre outras hipóteses. O coronel Roger Roca, porta-voz da polícia, informou que as operações de desminagem continuariam nas próximas horas e declarou que o incidente estava sob controle.
Atendimento e segurança
Os feridos foram levados a diferentes centros médicos de Viacha. Moradores da área atingida foram retirados para um centro de alojamento temporário. Justiniano afirmou que ainda não era seguro permitir o retorno, porque as casas foram danificadas pela onda de choque.
O fornecimento de energia elétrica foi interrompido na região, que recebeu o reforço de dezenas de policiais. Bombeiros usaram caminhões-pipa para resfriar a área, conforme imagens divulgadas após o incidente.
As explosões ocorreram na sexta-feira (5), por volta das 14h30 locais (15h30 em Brasília). Viacha tem cerca de 100 mil habitantes e fica a aproximadamente 30 quilômetros de La Paz.
A prefeitura decretou três dias de luto. O presidente Rodrigo Paz manifestou solidariedade aos familiares dos mortos, aos feridos e aos moradores afetados. Ele também determinou uma investigação completa, técnica e transparente para esclarecer as causas, verificar o cumprimento dos protocolos de segurança e apontar eventuais responsabilidades.
Um relatório anterior da polícia havia registrado duas mortes, sete desaparecidos e 59 feridos, incluindo pelo menos 52 civis. O número foi posteriormente atualizado pelo ministro da Defesa para 81 feridos.








