A economia do Japão cresceu 0,4% no segundo trimestre de 2026 em relação aos três meses anteriores, conforme dados divulgados pelo governo japonês. O resultado veio acompanhado de uma expansão anualizada de 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB) real.
A principal revisão ocorreu no investimento de capital. A queda passou a ser estimada em 0,9% na comparação trimestral, ante uma retração preliminar de 1,2%. Dados recentes do Ministério das Finanças indicaram que os gastos empresariais resistiram melhor do que o esperado, movimento que já era considerado pelos economistas.
O consumo privado permaneceu estável no período, sem alteração em relação ao relatório preliminar. A revisão do PIB representa mais um sinal favorável para o Banco do Japão (BoJ), que avalia elevar a taxa de juros na próxima reunião. Os mercados passaram a precificar quase integralmente um aumento em setembro.
Próximos fatores observados
Os formuladores de políticas do Banco do Japão afirmaram repetidamente que vão analisar o impacto das tensões no Oriente Médio, as oscilações das taxas de câmbio e a demanda associada à inteligência artificial para definir o momento e o ritmo de novas medidas.
O desempenho da economia japonesa ocorre em meio à atenção dos mercados a outros indicadores, incluindo os dados da China, as expectativas reunidas no Focus e o preço do petróleo Brent, próximo de US$ 100. A alta da commodity aumenta os temores de inflação e pode limitar o espaço dos bancos centrais para reduzir juros.








