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Advogado ligado à campanha de Lula pede Conselho da República após decisão no STF

Marco Aurélio de Carvalho também defendeu recurso ao plenário do Supremo contra o afastamento de Andrei Rodrigues.

Advogado ligado à campanha de Lula pede Conselho da República após decisão no STF
Foto: Reprodução

O advogado Marco Aurélio de Carvalho defendeu nesta terça-feira, 8, que Luiz Inácio Lula da Silva convoque o Conselho da República diante da crise institucional provocada por uma decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Coordenador do grupo Prerrogativas e coordenador nacional da campanha de Lula à reeleição no estado de São Paulo, Carvalho afirmou que o governo deve recorrer ao plenário do STF antes de cumprir a determinação. Para ele, a medida exige uma resposta institucional do Executivo.

“O Brasil está mergulhando em um crise institucional sem precedentes na história do país”, afirmou o advogado. Carvalho citou o artigo 89 da Constituição Federal e a lei 8041 ao defender que o presidente pode convocar o Conselho da República, órgão de consulta e aconselhamento da Presidência.

O advogado também pediu uma reunião urgente entre Lula e o ministro Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal. Na avaliação dele, decisões de órgãos públicos não devem ser orientadas por interesses políticos e eleitorais. Carvalho declarou ainda que as eleições devem ser disputadas pelo voto e disse que a democracia está em jogo.

Composição do conselho

O Conselho da República é um órgão superior de consulta do presidente da República. Entre suas atribuições estão decisões sobre intervenção federal, estado de defesa e estado de sítio, além de temas relacionados à estabilidade das instituições democráticas.

O colegiado é presidido pelo presidente da República e reúne o vice-presidente, os presidentes da Câmara e do Senado, líderes da maioria e da minoria nas duas Casas, o ministro da Justiça e seis cidadãos brasileiros maiores de 35 anos de idade.

Também nesta terça-feira, 8, o ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, criticou a decisão de Mendonça. Ele classificou a medida como “descabida” e afirmou ver nela um viés eleitoral.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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