Gianni Infantino disputará a reeleição à presidência da Fifa em 2027, confirmou um porta-voz do dirigente. A votação está prevista para março de 2027, e ele é, até o momento, o único candidato declarado ao cargo.
“Com certeza, nada mudou e Infantino vai se candidatar à reeleição”, afirmou o porta-voz à AFP. A confirmação ocorre após críticas à liderança do presidente e a retirada do apoio por parte de algumas confederações e federações europeias.
Infantino precisará obter maioria simples dos votos das 211 associações-membro da Fifa para renovar o mandato. Ele assumiu a presidência em 2016 e foi reconduzido em 2023, com forte apoio das federações europeias.
Apoios e oposição
As críticas aumentaram depois que Infantino propôs administrar as receitas da Copa do Mundo por meio de uma empresa aberta a investidores privados, sem consultar os demais integrantes da Fifa. Embora tenha abandonado a proposta, a reação contrária continuou.
No final de agosto, a Itália passou a integrar o grupo de federações que se manifestaram contra o dirigente, formado também por Suécia, Escócia e Nova Zelândia, entre outras. Associações de torcedores, ex-jogadores e Sandor Csanyi, vice-presidente do conselho da Fifa e presidente da Federação Húngara de Futebol, também se posicionaram contra Infantino.
No início de agosto, UEFA, Concacaf e AFC enviaram uma carta conjunta à “família do futebol” para expressar oposição ao presidente da Fifa.
Infantino, por outro lado, recebeu apoio “unânime” da CAF e de parte da Conmebol. Outras federações, ex-jogadores e personalidades políticas também declararam apoio, entre elas o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.








