Economia

BCE deve elevar juros apesar de inflação concentrada na energia

Mercados esperam alta de 2,25% para 2,5%, enquanto a inflação subjacente e a dos serviços recuam na zona euro.

BCE deve elevar juros apesar de inflação concentrada na energia

O Banco Central Europeu deve elevar a taxa de depósito de 2,25% para 2,5% na quinta-feira. A alta de um quarto de ponto é considerada quase certa pelos investidores, mas os dados de inflação tornam menos clara a justificativa para o movimento.

A inflação da zona euro subiu para 3,3% em agosto, ante 2,9% em julho, o maior nível desde setembro de 2023. O avanço foi impulsionado principalmente pela energia, cuja inflação passou de 10,3% para 14,3%.

Pressões subjacentes recuam

Os indicadores que excluem energia, alimentos, álcool e tabaco apontam para uma direção diferente. A inflação subjacente caiu de 2,5% para 2,4%, enquanto a inflação dos serviços recuou de 3,3% para 3%.

O BCE avalia que os fatores adversos de oferta relacionados à energia e motivados por tensões geopolíticas explicam cerca de 90% da alta da inflação energética entre janeiro e maio. Em um artigo publicado na terça-feira, economistas da instituição afirmaram: “Desta vez, o choque na oferta de energia domina”.

A inflação também varia entre as principais economias do bloco. Em agosto, foi de 4,5% na Espanha, 2,9% na Alemanha e 2,7% na França, apesar de os países estarem sujeitos ao mesmo choque energético e à mesma política monetária.

Decisões de outros bancos centrais

A zona euro apresentou desempenho econômico mais resistente do que o previsto. O ING classificou a alta esperada como uma medida preventiva e observou que, mesmo em 2,5%, a taxa de depósito continuaria dentro da faixa considerada neutra pelo próprio BCE.

A decisão ocorrerá antes das reuniões de outros bancos centrais. A Reserva Federal se reúne em 15 e 16 de setembro. Os investidores agora atribuem 60% de probabilidade a uma alta que levaria a banda alvo de 3,5%-3,75% para 3,75%-4%.

O Banco do Japão se reúne em 17 e 18 de setembro, com probabilidade entre 80% e 90% de elevar os juros para 1,25%. O Banco de Inglaterra deverá manter a taxa em 3,75% a 17 de setembro.

Uma alta da Fed com manutenção do BCE poderia fortalecer o dólar diante do euro. Isso favoreceria as exportações europeias, mas encareceria as importações e poderia elevar os custos de petróleo e gás, negociados em dólares.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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