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Jovens demonstram maior temor da reeleição de Lula, aponta Quaest

Pesquisa mostra queda na aprovação de Lula entre eleitores jovens, em meio ao aumento das queixas sobre endividamento.

Jovens demonstram maior temor da reeleição de Lula, aponta Quaest
Foto: Ricardo Stuckert

Uma pesquisa da Quaest aponta que a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva provoca mais temor entre os jovens do que a vitória de Flávio Bolsonaro. Entre entrevistados de 16 a 34 anos, 51% afirmam que Lula não deveria ser reeleito, enquanto 37% dizem temer mais o retorno de um Bolsonaro ao poder.

A percepção muda conforme a faixa etária. Entre eleitores de 35 a 59 anos, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem associados ao medo na mesma proporção, com 43%. Já entre as pessoas com 60 anos ou mais, o retorno da família Bolsonaro é visto com maior temor.

“O que chama atenção aqui é a diferença geracional”, escreveu Felipe Nunes, diretor da Quaest, ao comentar os resultados. Para ele, os jovens demonstram cada vez mais preocupação com a continuidade do governo Lula, enquanto os eleitores com 60 anos ou mais temem mais a volta da família Bolsonaro ao poder.

Aprovação entre os jovens

A desaprovação de Lula entre os eleitores jovens avançou nove pontos percentuais. O índice passou de 46% em agosto para 55% em setembro. No mesmo período, a aprovação caiu de 47% para 38%.

Nunes afirmou que o nível de aprovação de um governo é um dos principais indicadores de seu desempenho eleitoral e avaliou que, com a desaprovação nesse patamar, as chances de reeleição de Lula ficam abaixo de 50%.

O diretor da Quaest também relacionou o desempenho do governo ao endividamento dos brasileiros. Segundo ele, o período de piora da aprovação coincidiu com o intervalo de julho a setembro, quando aumentaram as reclamações sobre o excesso de dívidas.

O comportamento observado entre os jovens brasileiros acompanha uma tendência identificada em outros continentes. Nas eleições para o Parlamento Europeu de 2024, partidos de direita ampliaram a presença entre os mais jovens, com avanço especialmente forte entre homens da Geração Z. Entre os fatores associados ao fenômeno estão a insegurança econômica, o custo de vida, a desconfiança das instituições tradicionais e a influência das redes sociais.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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